Reportagem
em Revista Exame- Edição 796- Julho 2003. Ano
37.
Questão
inevitável para quem está montando um novo negócio:
como encontrar um bom espaço, com uma boa localização
a um baixo custo.
Os
escritórios virtuais, em tese, surgiram para resolver
este problema. Ao optar por um espaço deste tipo, é
possível fazer uma série de combinações
que atendam melhor as necessidades de cada um. O cliente que
prefere passar mais tempo trabalhando em casa pode optar pelo
serviço básico, que inclui uma linha telefônica
própria e uma secretária para anotar recados e
marcar reuniões. Se preferir uma estrutura mais sofisticada,
pode contratar serviços como moto-boy e aluguéis
de salas para receber clientes. "Desenhamos os pacotes
de acordo com a necessidade do cliente", diz Ernísio
Dias, diretor da VBA Business Center, empresa que aluga escritórios
virtuais em São Paulo. Segundo estimativa da Associação
Nacional de Centros de Negócio, existem 400 empresas
especialistas em aluguel de espaços desse tipo. Ter um
local temporário para atender clientes, receber correspondências
e telefonemas e arquivar a papelada pode ser uma boa opção,
mas a regra não vale para todos. "É preciso
analisar bem a necessidade da empresa e fazer as consultas antes
de optar pela escritório virtual", diz Luiz Sakuda,
professor de empreendedorismo e inovação da Business
School São Paulo e estudioso em escritórios virtuais.
Há formas de medir a relação custo-benefício:
1) Se sua empresa comporta muitos funcionários, pode
não ser fácil convencê-los a trabalhar em
casa. Mantê-los na estrutura virtual seria uma segunda
opção, mas pouco vantajosa já que o obrigaria
a alugar uma sala fixa. Por isso, os escritórios virtuais
são ideais para estruturas menores ou filiais.
2) Avalie quais são as suas necessidades. Quanto mais
básico for o pacote de opções, melhor para
o caixa de sua empresa. Se precisar usar o fax do escritório,
computador e usufruir a entrega de correspondência, sua
conta no fim do mês vai subir. Caso necessite marcar reuniões
periódicas com clientes, será preciso alugar salas
provisórias, o que deixará o preço ainda
mais salgado. Os custos podem variar de 150 a 3000 reais por
mês, dependendo do porte do escritório, da localização
e dos serviços agregados. "É bom calcular
todo este custo e compará-lo com o gasto necessário
para manter uma estrutura própria", diz Sakuda.
3) Analise o perfil de seus clientes. Algumas pessoas podem
associar uma estrutura provisória a falta de solidez
nos negócios. Nesse caso, se o custo compensar, procure
um local que mantenha salas organizadas e apropriadas para reuniões
de negócios.
4) Ok. Feitas as contas, você optou por um escritório
virtual. Pergunta: o quê colocar no cartão de visita?
Por passar mais tempo trabalhando em casa do que na estrutura
virtual, algumas pessoas ficam em dúvida se colocam o
telefone e o endereço residenciais ou da empresa. "Émelhor
usar todos os dados do escritório virtual", diz
Sakuda "No caso do e-mail, vale a pena criar um domínio
próprio e até uma página na internet. Não
custa tão caro e faz bem para a imagem."